segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dia 12 - Iorana Korua (olá a todos)

Acordei cedo, dia de cavalgada. Tem dois anos que não subo num cavalo, desde Pucón, no Chile. Eu ainda continuo com medo, da altura, de cair, do cavalo não gostar de mim, mas a sensação é tão boa.
Vieram me pegar de carro até o lugar onde os cavalos ficam, o négócio pertence a uma família Rapa Nui, e quem nos acompanhou foi uma jovem.
Antes de sairmos teve uma série de preparativos, colocamos um chapéu de montaria, com touca descartável por baixo, e uma caneleira de couro. O grupo, eu, duas inglesas e um casal de chilenos, além da guia.
Pegamos a trilha pelo interior da Ilha, onde ficam as fazendas. Seguimos rumo ao vulcão Terevaka. Roa, meu cavalo, muito mansinho foi uma excelente montaria.

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Ma′unga Terevaka é o maior, mais alto (507.41 m) e mais novo dos tres vulcões extintos que formaram Rapa Nui, no entanto não tem muito interesse arqueológico.
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Lá de  cima se pode ver o infinito em 360°, a gente brincou que se os portugueses tivessem ido pra Rapa Nui, eles teriam descoberto muito antes que a aterra é redonda. Apesar do sol, lá em cima um vento frio cortava a alma, mas coloquei minha pedrinha no montinho que marca a parte mais alta da Ilha. Como não é possível chegar de carro até o Terevaka, muita gente não vai.








Colocando minha pedrinha no alto do Terevaka

No outro extremo, a vila de Hanga Roa e o vulcão Rano Kau


O rancho

Depois do passeio, já era fim da tarde, fiz um lanche em "casa" mesmo e dei uma descansada, hoje o por do sol não me escapa.

Recuperadas as forças preparei a mochila pra caminhada até Tahai pra ver o por do sol. No caminho, fiz uma parada pra comer uma empanada de atum, prato local, na esquina da rua da Igreja. Delícia! Difícil foi ter a atenção da vendedora de empanada. Caiu um avião com o apresentador mais famoso do Chile na Ilha Robinson Crusoé e ela tinha um olho na minha empanada e o outro na TV. O avião tinha um monte de gente famosa e parece que morreu todo mundo. E pensar que a gente tava falando desse aeroporto ainda ontem, agora que eu não vou mesmo.

Nossa mãe, aquilo não era uma empanada, era um atum inteiro, posso ficar uns 3 dias sem comer.

Corri com medo de perder o sol e acabei chegando cedo, bom que deu pra brincar com a máquina e tirar muitas fotos. Conheci um rapaz Rapa Nui que fez umas fotos bem legais minhas, não tenho dado sorte com isso...



















Aff, eu sei, foto demais, mas é que foi tão bonito...
Durante o por do sol uma dançarina, me deu um folder de um show típico hoje, eu tava chateada porque os shows ou tinham sido ontem ou eram amanhã, daí ficou perfeito. Só que tive que correr pro hotel, por que o por do sol terminou umas 8:30 e tinha uma boa caminhada até a pousada.
Banho tomado, perfumada, fui pro show. Chegando lá tive meu rosto pintado, a Takona, por um dançarino todo gracinha, :). Toda vez que me via ele falava: Brasil, sambaaaa, rs.
Este show acontece no restaurante Au bout du monde, seguindo a em direção ao Tahai. Entrada: 10000 pesos (uns 40 reais), sem jantar. Depois vim a saber que Matato'a é uma das bandas mais famosas da ilha.

O show é muito bom, a banda consegue mesclar os instrumentos típicos, como o ukelelê e a percussão com guitarras, com um resultado muito bom. A parte da dança também é bem bonita, e uma coisa que me chamou atenção é que a sensualidade masculina, do guerreiro, é bem mais explorada do que a feminina, um pouco diferente do Brasil.










sábado, 17 de setembro de 2011

Dia 11 - Rapa Nui


Perdi a hora feio, achei que nāo precisava de relógio, pois o tour era só as 10 horas e acordei com Alvaro batendo na minha janela, pois o Marcelo, o guia, já me esperava. Péssimo, saí em 5 minutos, e com a cara amassada. Fomos eu e Joshua, um vendedor de material promocional de Boston, tour em inglês, lets go!

Marcelo e Josh  saindo da gruta em Akahanga, que é um complexo arqueológico
Meio derrubada por um resfriado e com um torcicolo que eu nāo sei de onde saiu, partimos rumo aos moais mais distantes.  É impressionante pensar como a escassez de tecnonogia e equipamentos permitia a confecçāo destas estátuas gigantes, e mais, sua transposiçāo de sua "fábrica" até sua localizaçāo final, onde os Moais ganhavam olhos recebiam a "energia" que os transformavam em protetores e guardiões. Muitas vezes os Moais caiam de suas plataformas, Ahus, ao serem colocados, daí nāo eram levantados, pois o espírito já tinha se esvaído, entāo era deixado lá, caído, e outro era construído e levado para o lugar. Pense no trabalho. Sim, porque eles eram construídos todos em um lugar, Rano Raraku, a fábrica de Moais e levados para os diversos cantos da ilha.
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Rano Raraku é uma cratera vulcânica formada de cinzas vulcânicas ou tufo localizada na parte baixa do vulcão Terevaka, no Parque Nacional Rapa Nui. Foi a principal pedreira da Ilha, por 500 anos até o começo do século XVIII, e onde foi esculpida a maior parte dos famosos moais da ilha.
Saindo da grande cratera, com cerca de 550 metros de diâmetro, é possível observar restos de estradas que irradiam-se para o norte, sul e oeste até a costa da Ilha. Espalhadas pelas estradas existem muitas estátuas, dispostas de maneira irregular, como se tivessem sido abandonadas durante o transporte. Ao longo da costa, e no interior da Ilha, estão cerca de trezentas plataformas que servem de suporte aos moais.
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Dependendo do seu idioma, a cratera fica pra um lado ou pra outro, rs


 Estes Moais estão realmente enterrados, não só uma cabeça. Alguns deles foram escavados e foram registradas estátuas com cerca de 20 metros abaixo da terra.  Depois foram enterrados de novo, como estavam.


 Tem louco em todas as partes do mundo...


 No último tsunami, alguns Moais desta região foram arrastados até o mar.





Para entrar em Rano Raraku, é necessário pagar uma taxa de 60 dólares do Parque Nacional, é preciso guardar o ingresso, pois ele dá direito a entrar no complexo de Orongo também.
Neste tour fomos também à praia de Anakena, onde se encontram o Ahu Nau-Nau (que na parte de trás da platarforma apresenta alguns petroglifos) e  Ahu Ature Huki,  com  um Moai só. Logo que chegamos lá começou a chover, mas foi só uma nuvem de boas vindas.

 Petroglifos no Ahu Nau-Nau (Petróglifos são imagens geometrizadas e representações simbólicas, geralmente associadas, que registram fatos e mitos e eram gravadas nas rochas por populações neolíticas ou calcolíticas.)



 Ahu Nau-Nau, detalhe



 Barracas de comida na praia de Anakena, especialmente empanadas de atum

Ahu Ature Huki

Estivemos também em  Te Pito O Te Henua, uma pedra  redonda de tamanho considerável. Ela tem um magnetismo bastante acentuado, ao ponto de alterar o movimento de uma bússola. Seguindo a tradição rapanui, segue-se o ritual de por as mãos na pedra, fechar os olhos e concentrar em três desejos que quero que se tornem realidade. Não custa nada tentar.


Te Pito O Te Henua significa em Rapa Nui, "o umbigo do mundo" e também foi o nome original da Ilha. A pedra esférica pesa cerca de 74 toneladas, e as 4 pedras menores foram colocadas recentemente, por esotéricos, para que as pessoas pudessem se sentar junto a grande pedra.

Junto dali o imponente Ahu Tongariki

Esse Ahu é formado por 15 Moais e foi totalmente reformado na década de 90, através de um convênio com o governo do Japão. As estátuas terminaram de ser derrubadas pelo tsunami  de 1960 e foi necessário um poderoso guindáste para reerguê-las (tecnlogia que obviamente não estava disponível na época de sua construção).




O Moai mais bonito da Ilha

 Ao fundo a pedreira de Rano Raraku




De noite a idéia era fotografar o por do sol, mas não dava tempo de caminhar até Tahai, então foi só o sol mesmo, assim simplesinho...

Na volta encontrei Marcelo, um carioca que trabalha na EMBRAER, em São José dos Campos e tomamos um Pisco Sour no Kaimanas, bem em frente a minha pousada. Papo vai  papo vem, falei da minha vontade de ir na Ilha Robinson Crusoé e ele confirmou minhas piores expectativas, o aeroporto de lá é bem ruim. Salvou a boa notícia que o aeroporto de Rapa Nui é considerado um aeroporto seguro. :)